São João do Piauí, 09 de março de 2010
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Marcello Lavôr | Blog

  • Uma Dívida Antiga


    Não é de hoje que nossa São João do Piauí está em dívida com seus jovens. Já faz tempo que nossa cidade tem perdido seus filhos por não dispor daquilo que eles necessitam. Antigamente a juventude sanjoanense se via compelida a deixar a sua terra natal em busca de estudo ou trabalho, visto que a cidade tinha pouco a oferecer nesse sentido.

    A realidade de nossa terra não mudou muito no que tange à oportunidades de trabalho e de estudo para nossos jovens. Houveram alguns avanços, mas ainda muito temos que fazer para garantir o desenvolvimento educacional, moral e social da juventude sanjoanense.

    Mas mudança significativa mesmo existiu no adversário que nossa cidade enfrentava. A mudança de cidade deu lugar a um inimigo bem mais forte. Hoje são as drogas que estão se aproveitando da falta de oportunidades oferecidas pela cidade. As drogas se apresentam como um inimigo voraz e, em alguns casos, implacável.  

     O caso envolvendo esse jovem, desvendado pela polícia na semana passada, que chocou a população de São João do Piauí, revela uma situação alarmante que envolve a classe juvenil da nossa cidade. Pelo que vemos e ouvimos, o consumo de drogas tem aumentado significativamente.

    Apesar do grande trabalho desempenhado pela Polícia Civil, sob o comando do delegado José Wellington, e da Polícia Militar, comandada pelo Ten. Silas, cada uma no desempenho de suas atribuições legais, pouco temos avançado, pois o trabalho policial só age no efeito, nada fazendo no sentido de coibir as causas, de impedir que o jovem tenha o primeiro contato com os entorpecentes.

    Nossa cidade carece de políticas públicas voltadas à orientação, formação e acompanhamento da juventude. Não conhecemos ações públicas tendentes a absorver, de forma positiva, a energia e a inquietação típicas da adolescência.    

    Espaços que deveriam ser utilizados para a prática de esportes e lazer estão abonados e esquecidos pelo poder público. O parque 5 de julho, construído na gestão de Dona D’Jusa Paes Landim para comemorar o aniversário de nossa cidade, e a quadra do bairro Barro Vermelho, encontram-se abandonados e sem o aproveitamento ideal. Ironicamente, ao lado do local onde este jovem foi enterrado, existe um ginásio poliesportivo, construído na gestão do Dr. Murilo Paes Landim, que nunca foi aproveitado para práticas esportivas. O ócio tem sido um aliado das drogas.

    Em inauguração de obras do PAC, ocorridas hoje (08/03), na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, o Presidente Luis Inácio Lula da Silva falou do importante papel exercido pelo esporte na difícil tarefa de afastar a juventude das drogas. Seria interessante que o novo Secretário de Esportes, que assumiu a pasta recentemente, elaborasse um plano de revitalização e aproveitamento desses espaços com disponibilização, por exemplo, de professores de educação física para orientar e coordenar as práticas esportivas.

    É bem verdade que somente essas ações não são suficientes para consecução desse desiderato. É de fundamental importância a participação ativa da família. Os pais devem participar ativamente da vida dos filhos. Saber o que os mesmos estão fazendo, lugares que estão freqüentando. Conhecer os amigos com quem eles se relacionam. Participar da sua vida escolar, ensinando-os valores éticos e morais.

    Papel fundamental também é exercido pela religião. Deus, seja qual for a doutrina, sempre tem uma pregação pelo amor, pelo respeito à vida e ao corpo que a nossa alma ocupa.

    A luta não é fácil, mas precisamos discutir e procurar caminhos eficazes para que nossa juventude não pereça nas mãos do tráfico. Cada um deve chamar para si suas responsabilidades e tomar as medidas cabíveis. A juventude sanjoanense aguarda indefesa por essas ações.       


    Postado em 08/03/10, 19:49 | (2) Comentário(s)

  • "O que será o futuro que hoje se faz?"


    No final da década de 70 o Rei Roberto Carlos gravou a música “O Ano Passado”, onde o mesmo faz um alerta sobre a incerteza do futuro do nosso planeta, dada a falta de zelo com que os seus habitantes o tratam.

    Passados mais de 30 anos, ouso estender essa preocupação, não limitando-a apenas à questão ambiental, apesar de ainda vivermos os mesmos problemas. Além disso, vivemos hoje, a meu ver, uma crise moral sem precedentes. Valores éticos e morais que deveriam nortear a vida de todo cidadão estão sendo esquecidos e desrespeitados.

    Há uma inversão do que é certo e errado. A ordem é levar vantagem sempre, seja como for. Quando se fala de alguém que achou um objeto de valor e procura o proprietário para devolvê-lo, a primeira coisa que escutamos é que essa pessoa é muito boba. Muitos reclamam de políticos corruptos, mas em sua maioria, quando questionado sobre o que faria caso estivesse no seu lugar, respondem que fariam o mesmo.

    Preocupa-me onde vamos chegar. Qual o exemplo que você dá a uma criança, quando chega ao banco e fura a fila, entregando o dinheiro a ser depositado para alguém que já está prestes a ser atendida? Você está sendo honesto com os demais que estão há horas esperando na fila? Estamos agindo de forma correta quando jogamos nosso lixo no terreno do vizinho? Quando alguém nos entrega uma quantia em dinheiro a mais do que nos era devido e nos omitimos em dizer a verdade e entregar o excedente, com o intuito de levar vantagem. Estamos agindo corretamente?

    Cito esses exemplos, que podemos considerar simples, mas que refletem em outros maiores. “Ser esperto”, “levar vantagem”, tem regido quase todas as nossas ações. Desprezar o meio, valorizando o fim, seguindo fielmente os ensinamentos de Maquiavel, tem sido a doutrina de muitas pessoas, sobretudo de nossos governantes.

    Vemos pessoas que exercem cargo público se vangloriando de ter muito dinheiro, de ser rica, em certos casos até determinado seus asseclas para alardearem sua fortuna, ao passo que é cediço que seus proventos não são suficientes para construir tal patrimônio e que não o tinha antes de assumir o cargo.   

    Devemos rever nossos conceitos. Precisamos analisar se estamos no caminho correto. Temos que combater certas condutas imorais e ilegais, sob pena de chegarmos ao dia preconizado pelo mestre Rui Barbosa que, no auge da sua inteligência, disse: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”


    Postado em 23/01/10, 08:56 | (3) Comentário(s)

  • Caríssimos Leitores

    Caríssimos leitores, ao tempo que pedimos desculpas por nossa ausência nas últimas semanas deste espaço democrático, que é o Pé de Figueira, que em breve detalharemos melhor os motivos, e que desejamos a todos os amigos, em especial os sanjoanenses, um 2010 repleto de realizações e conquistas, trago para vocês um artigo do Dr. Hermann Baeta, ex-presidente do Conselho Federal da OAB, publicado na edição do último dia 25 de dezembro, do Jornal do Brasil. Por sua pertinência e atualidade, achamos interessante apresentá-lo aos nossos leitores:

    “Conflitos no Campo”

    "Há quase 25 anos, o Conselho Federal da OAB promoveu o I Encontro sobre a Violência no Campo e Direitos Humanos. O objetivo era o de debater os conflitos no meio rural, especialmente em Imperatriz, no Maranhão, Marabá, no Pará, e Araguaína, em Goiás.

    Naquele ano de 1985, o ex-presidente Tancredo Neves tinha acabado de morrer. Foi empossado em seu lugar o atual senador José Sarney. O Brasil tinha saído do regime militar.

    Na Fazenda Princesa, em Marabá, houve uma chacina contra posseiros assentados nas sobras das terras definidas pelo Incra. A ação de delinqüentes contra os assentadores, a mando de proprietários, aconteceu também em outras áreas, na região. Os homens pagos para atuar violentamente no campo não sofriam, nem sofreram punições.


    Movimentavam-se livremente pelo rio Tocantins para fugir das ações judiciais. Os fatos foram amplamente denunciados. Isso continuou acontecendo durante muito tempo.


    Atualmente, muita coisa mudou.


    A situação dos trabalhadores rurais evoluiu. Mas a questão ainda é a mesma, quando se fala em desrespeito aos que produzem na terra. Apesar de o Estado de direito estar consolidado, com a democracia, o direito opressor ainda existe.


    Exercido contra muitos para a manutenção do privilégio de poucos.


    A sociedade continua desigual.


    Participei recentemente, junto com o presidente da Comissão de Ética Pública do governo Lula, Sepúlveda Pertence, do XVI Congresso Internacional sobre a Reforma do Estado e da Administração Pública (Clad), em Salvador.


    Dois painéis foram coordenados por membros da comissão que estavam lá. Além de mim e do ministro Sepúlveda, o padre José Ernanne Pinheiro, o senador Romeu Tuma, entre outros, também estavam lá.


    O primeiro tema do encontro foi Valores, normas e instrumentos da ética pública na rede de instituições de governo nas Américas e o segundo, A ética sob a perspectiva dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.


    Depois de amplas discussões, chegamos todos à conclusão de que tudo isso é muito importante para o fortalecimento do Estado democrático de direito.


    A questão da ética pública não se esgota apenas em um congresso como esse.


    Há uma preocupação mundial sobre os efeitos negativos da falta desse valor universal tão necessário para o progresso da civilização.


    O Estado de direito - tema constante da preocupação de advogados, militantes, estudantes, professores, profissionais liberais e políticos que lutaram pela redemocratização do país nos anos 80 e contra a violência no campo - é uma das formas democráticas mais importantes do mundo atual. No que se refere ao trabalho rural, o direito deve ser usado como instrumento de libertação dos que vivem e produzem no campo.


    Não se pode admitir o direito à propriedade, em detrimento do direito à vida.


    É preciso que todos reflitamos com lógica e sem paixão sobre o fato de que cidadãos que trabalham e se sacrificam tenham que levar uma vida desumana.


    Eu questiono e lanço esses pontos para discussão. Nossa luta não é individual. É em torno das ideias, dos princípios.


    A Declaração Universal dos Direitos Humanos fala sobre os direitos do homem, os direitos civis, os direitos políticos, os direitos sociais, econômicos e culturais. A própria ONU e a OEA reconheceram. Todos nós, possuamos propriedades ou não, temos esses direitos econômicos e culturais, que não podem ficar apenas declarados no papel.


    Têm que ser cristalizados. Não é possível uma democracia onde uma pequena parcela da sociedade brasileira disponha de tudo e a grande maioria não tenha nada".



    Postado em 29/12/09, 10:28 | Seja o primeiro a comentar

  • Crise no legislativo brasileiro

    Nos últimos dias a população brasileira foi surpreendida (se é que isso ainda nos surpreende) por denúncias na imprensa nacional envolvendo empresários, parlamentares, o governador e o vice do Distrito Federal (DF). Tudo teve início no dia 27/11, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação “Caixa de Pandora”. De acordo com o inquérito policial o Senhor José Roberto Arruda (DEM), governador do Distrito Federal, comandava um esquema onde eram distribuídas propinas para deputados distritais e seus aliados políticos, em  troca de apoio ao seu governo.
     

     
    Fato parecido já havia ocorrido a nível federal, como todos se lembram, quando foi denunciado um esquema envolvendo empresários, banqueiros, deputados e ministros, onde eram pagos mensalmente valores a deputados em troca de seus apoios políticos, intitulado de “escândalo do mensalão”. 
     
    Fatos como esses demonstram a fragilidade em que se encontram as nossas casas legislativas. Percebemos que a maioria dos nossos parlamentares, em busca de benesses para si ou para seus sectários, se afastam do juramento que firmaram ao tomarem posse.
     
    Uma das funções essenciais da atividade parlamentar, ao lado de legiferar, é fiscalizar as ações do Poder Executivo. Ocorre que é comum vermos essas pessoas desprezarem o seu dever legal. Dificilmente encontramos uma gestão, seja federal, estadual, ou municipal em que o chefe do executivo não detenha maioria absoluta no parlamento. Mas é sempre bom lembrar da lição de que num regime democrático, o eleitor elege uns para governar e outros para fiscalizar, fazer oposição.
     
    Artigo publicado na Folha de São Paulo do último domingo esclarece que “uma oposição passiva reforça tendências autocráticas, com todos os riscos relativos. A política europeia é exemplar: não há carência. No dia seguinte à eleição, a oposição inicia sua ação questionadora. Acua o governo nas suas promessas eleitorais e nos seus erros no exercício do poder.”
     
    No Brasil, no entanto, mesmo em casos onde sua coligação não elege a maioria dos parlamentares, em pouco tempo o chefe do executivo consegue cooptar o número necessário para ter a maioria na casa legislativa. Em um passado não muito distante, em nossa cidade, um prefeito conseguiu eleger apenas três vereadores em sua coligação, mesmo assim, não demorou muito, as fileiras da oposição passou a contar com apenas dois vereadores.  
     

     
    Está consagrado no artigo 2° da nossa Carta Magna que: Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. (Grifamos). Deve existir respeito entre os poderes, mas nunca a submissão de um ao outro. A independência é fundamental para a manutenção do Estado democrático de direito. Não cabe subserviência entre órgãos que estão no mesmo nível hierárquico.
     
    Em sua obra “O Espírito das Leis” (1748), o filósofo iluminista Montesquieu expôs de forma coerente e sistematizada a necessidade de distribuir a autoridade, objetivando impedir as arbitrariedades e a violência, traços marcantes dos governos totalitários. Nesse sentido ele propõe o "Sistema de Freios e Contrapesos", onde cada poder atua coibindo os excessos que os demais possam cometer.
     
    Na visão de Montesquieu “só o poder freia o poder”, demonstrando a necessidade do próprio Estado, através dos órgãos constituídos, realizar a fiscalização dos atos administrativos.
     
    É uma pena que os nossos parlamentares, em sua grande maioria, alguns por ignorância, outros por falta de caráter, não obedeçam aos ensinamentos desse grande filósofo e atentem contra as nossas leis, às quais juraram aplicar e defender.

    Postado em 01/12/09, 15:57 | Seja o primeiro a comentar

  • Promoção Pessoal Indevida


    Caríssimos leitores, estive presente na sessão da Câmara Municipal da última segunda-feira (23/11) e chamou a nossa atenção, dentre outras coisas, o pronunciamento do Vereador Dr. Lolota (PTB). Em um dos tópicos abordados pelo nobre edil é feita uma denúncia, de forma bem pedagógica, do uso dos mecanismos de publicidade da Prefeitura Municipal para a promoção pessoal do prefeito e de alguns secretários.

    Em seu pronunciamento o vereador leu alguns convites oficiais e falou dos anúncios em carros de som onde sempre é enfatizado o nome do prefeito, da vice-prefeita e de alguns secretários. É de conhecimento de todos o uso desse artifício por parte do Governo Municipal. Nos festejos juninos as bandas falam mais o nome do prefeito e de seus asseclas do que o nome do padroeiro da cidade, a quem a festa é dedicada. Perdem tempo fazendo essas graciosidades, cansando o público presente, que foi ao evento para vê-los cantar.

    Estive domingo (22/11) no Estádio Desembargador João de Deus Lima para acompanhar a partida disputada entre a seleção de São João do Piauí e Conceição do Canindé onde, diga-se de passagem, nossa seleção foi brilhante, mas o narrador da partida falava mais o nome do prefeito, do secretário das finanças, do secretário da saúde e do secretário da cultura, do que o nome dos jogadores que encantavam o público com um belíssimo futebol.

    Está esculpido no artigo 37, § 1°, da Constituição Federal que: "§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos .” (Grifamos).

    Anildo Fabio de Araujo, procurador da Fazenda Nacional, afirma: “Os Poderes Públicos devem utilizar, na publicidade oficial, somente símbolos oficiais (bandeira, brasão, armas e hino), de modo correto e impessoal, e o nome do ente e/ou órgão público (Governo Federal ou Estadual ou Municipal, Prefeitura ou Câmara Municipal, Ministério ou Secretaria de Educação, de Saúde, do Trabalho, etc) na veiculação de suas atividades”.

    Tal dispositivo é corolário do Princípio da Impessoalidade, previsto no caput do dispositivo supracitado, que, segundo a Advogada Flavia Martins André da Silva, “visa a neutralidade e a objetividade das atividades administrativas no regime político, que tem como objetivo principal o interesse público. Este princípio traz consigo a ausência de marcas pessoais e particulares correspondentes ao administrador que esteja no exercício da atividade administrativa. A pessoa política é o Estado, e as pessoas que compõem a Administração Pública exercem suas atividades voltadas ao interesse público e não pessoal. O princípio da impessoalidade proíbe o subjetivismo” (Grifo Nosso).

    É forçoso desatacar que tal promoção é feita à custa do erário público, que arca com a confecção dos convites e a realização dos eventos, bem como o pagamento de bandas e carros de som.

    No final do seu pronunciamento o vereador deu a seguinte lição aos que fazem a gestão municipal: “Vamos respeitar a lei, promoção pessoal você faz com o seu dinheiro, do seu bolso, e não com o dinheiro público, dinheiro da população”.


    Postado em 25/11/09, 10:41 | (1) Comentário(s)

  • Dia do Vaqueiro

    A vereadora Marcilene Lavôr (PTB) apresentou, na sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (16/11), projeto de lei objetivando instituir o dia 23 de junho como o Dia Municipal do Vaqueiro. É nessa data que é realizada anualmente a cavalgada e a missa dos vaqueiros sob a organização do Senhor João de Assis Moura, mais conhecido como Assis do Vandú.
     
    Entendemos que a medida da vereadora é justa e está em consonância com os anseios de todos os sanjoanenses. O nosso município tem sua história intimamente ligada ao ofício do vaqueiro. Não divergindo do ocorrido na maioria das cidades do interior nordestino, São João do Piauí tem sua origem em uma fazenda e na criação de gado. 
     
    Nesse sentido, vemos a iniciativa da nobre vereadora em homenageá-los como uma forma de afirmação e de valorização da nossa história e daquilo que somos. Enaltecer esta classe é reconhecer o seu papel fundamental na construção da nossa cidade e do nosso povo.
     
    Em uma passagem da sua justificativa ao projeto, diz a vereadora: “Figura típica do nordeste brasileiro, o vaqueiro desempenha e sempre desempenhou papel fundamental na construção da nossa sociedade. Sem divergir das demais cidades piauienses, São João do Piauí teve sua origem ligada à criação de gado e, portanto, ao mister do vaqueiro”.
     

     
    A vereadora lembra ainda a sua origem, ressaltando que é neta e filha de vaqueiros e isso, além da importância desses profissionais, faz com que ela tenha muito amor e respeito por essa classe.
     
    Outro ponto que merece destaque no projeto de lei é a imposição à Administração Municipal de incluir, dentro da programação dos festejos, atração artística especialmente dedicada aos vaqueiros, valorizando a sua cultura e as suas preferências musicais.
     
    O projeto irá tramitar na Câmara Municipal e esperamos que a votação e aprovação do mesmo ocorra ainda este ano.
     
    Em conversa com o Presidente da Associação dos Vaqueiros de São João do Piauí, o amigo Assis do Vandú, ocorrida domingo passado em nossa residência, o mesmo nos falou da alegria dos vaqueiros ao saberem da iniciativa da vereadora em apresentar esse projeto e dos trabalhos que a sua entidade vem realizando na cidade. Falou do coral dos vaqueiros que irá se apresentar no 2° Festival da Uva e de um filme que será gravado em nosso município, contando a história dos vaqueiros da nossa região e tendo em seu elenco artistas da nossa terra.
     
    Lembramos que para que isso ocorra é de fundamental importância a colaboração do Poder Público, bem como de todos os sanjoanenses que tenham condições financeiras de patrocinar iniciativas como esta, que tem como escopo valorizar e registrar a nossa história.
     
    Em homenagem a esses heróis do sertão, termino com um trecho de uma poesia do saudoso Patativa do Assaré, falando do orgulho desses bravos nordestinos:
     
    “Eu venho dêrne menino,
    Dêrne munto pequenino,
    Cumprindo o belo destino
    Que me deu Nosso Senhô.
    Eu nasci pra sê vaquêro,
    Sou o mais feliz brasilêro,
    Eu não invejo dinhêro,
    Nem diproma de dotô.
     
    Sei que o dotô tem riquêza,
    É tratado com fineza,
    Faz figura de grandeza,
    Tem carta e tem anelão,
    Tem casa branca jeitosa
    E ôtas coisa preciosa;
    Mas não goza o quanto goza
    Um vaquêro do sertão.
     
    Da minha vida eu me orgúio,
    Levo a Jurema no embrúio
    Gosto de ver o barúio
    De barbatão a corrê,
    Pedra nos casco rolando,
    Gaios de pau estralando,
    E o vaquêro atrás gritando
    Sem o perigo temê...”

    Postado em 17/11/09, 09:19 | Seja o primeiro a comentar

  • Uma das faces do descaso

                                       Praça Noé Carvalho, no Centro de São João do Piauí 
     
    “A mesma praça, o mesmo banco,
    as mesmas flores e o mesmo jardim
    Tudo é igual, mas estou triste,
    porque não tenho você perto de mim”.
     
    No refrão da música “A Praça”, do conterrâneo do Rei Roberto Carlos, Carlos Imperial, gravada originalmente por Ronnie Von em 1967, vemos a tristeza do mesmo ao retornar à praça e vê-la bela como antes, porém sem a presença da sua amada.
     
    Quando visitamos a Praça Noé Carvalho, no centro de São João do Piauí, vemos que a única coisa que permanece igual é o seu nome. Vítima da ação implacável do tempo, conjugada com a insensibilidade e inoperância do Governo Municipal, não encontramos ali nem flores, nem jardins e nem beleza.
     
    O que existia de belo deu espaço ao lixo, aos buracos e a entulhos. O que ainda resta de plantas, algumas com décadas de existência, padecem por falta d’água e de cuidados de um jardineiro. O que antes era um espaço de encontros e de negócios, hoje é um cenário desolador e abandonado.
     
    Encravada no coração da nossa cidade, a Praça Noé Carvalho é desde os primórdios de São João o seu centro comercial. La já funcionou o mercado público e por muitos anos foi onde se instalavam as barracas da tradicional feira semanal, sempre realizada às segundas-feiras.
     

     
    Foi ainda o palco de encontros de populares durante todo o dia e também à noite. Lembro que na minha infância meu pai tinha um restaurante nos arredores da praça, onde hoje funciona a casa lotérica. O prefeito da época, cujo nome não me recordo agora, construiu uma torre de acrílico onde existiam propagandas comerciais e no seu centro guardava uma televisão. Todos os dias várias pessoas se reuniam na praça para assistir às novelas e ao Jornal Nacional. Esta é uma das cenas do meu tempo de criança que não esqueço e nem quero esquecer. Era muito bom ver a praça sempre clara, limpa, bonita e repleta de gente.
     
    Hoje é rodeada por instituições financeiras, farmácia, óticas, açougues, supermercados e lojas de calçados, tecidos e móveis. Esta praça está para o comércio sanjoanense como a 25 de março está para o paulista.
     
    É uma pena que a mesma não tenha recebido ao longo do tempo a devida atenção do poder público. A última ação municipal que nos recordamos ocorreu na terceira gestão do Senhor Claudionor Paes Landim de Oliveira, o Dandô, e daí já se passaram mais de 15 anos.
     
    O que nos deixa mais preocupado é que já caminhamos para o sexto ano de mandato da atual gestão e não vislumbramos nenhuma ação em prol deste espaço tão importante para nosso município. Torcemos que não esteja distante o dia em que a única tristeza que nos aflija quando chegarmos àquela praça seja a saudade de alguém que esteja distante, como a que perturbou o compositor supracitado.
     
    Para corroborar com o que estamos falando, vejamos algumas fotos do local tiradas no dia de finados passado:
     
     

         

     

     

    Postado em 09/11/09, 16:13 | (3) Comentário(s)

  • Recadastramento Biométrico

     
    No intervalo entre os dias 09 de novembro e 08 de dezembro do corrente ano os eleitores da cidade de Piracuruca/PI irão se submeter ao recadastramento biométrico. A cidade conta com 19.856 eleitores e todos terão que comparecer ao Cartório Eleitoral para o recadastramento, sob pena de terem seus títulos cancelados e não votarem nas eleições de 2010.
     
    Outras 43 cidades brasileiras farão o recadastramento biométrico de seus eleitores até março do próximo ano, abrangendo no final 1.033.057 eleitores brasileiros. No Piauí a única cidade que irá realizar esse procedimento será Piracuruca. O novo modelo visa principalmente dar segurança às eleições, proibindo que um eleitor vote por outro.
     
    O processo consiste no recadastramento com a coleta das impressões digitais e de fotografia do eleitor para serem colocados no banco de dados do cadastro eleitoral. O TSE estima que irá investir cerca de R$ 200 milhões para o recadastramento de todos os eleitores brasileiros em um período de 10 anos. No ano passado as cidades de Fátima do Sul (MS), São João Batista (SP) e Colorado D’ Oeste (RO) já tiveram seus eleitores recadastrados. As três cidades serviram de “pilotos” para o projeto e foram escolhidas por atender às condições estabelecidas pelo TSE: ter aproximadamente 15 mil eleitores; estar na iminência de passar por um processo de revisão de seu eleitorado; ser sede de zona eleitoral, ficar próxima à capital de seu estado e atender à variabilidade necessária de teste das impressões digitais.
     
     Marcello Lavôr

    Postado em 06/11/09, 03:59 | (1) Comentário(s)

  • Justa Homenagem

    O vereador Leovegildo Modesto Amorim (PTB), mais conhecido como Lolota, como foi noticiado no Pé de Figueira, apresentou, na Câmara Municipal de São João do Piauí, um projeto concedendo o Título de Cidadão Sanjoanense ao senhor José Wellington Barroso de Araújo Dias, Excelentíssimo Governador do Estado do Piauí.
     
    Foi muito feliz o nobre edil no momento que apresentou tal propositura. A mesma recebeu aprovação da totalidade dos vereadores, retratando com fidelidade o sentimento que a maioria esmagadora do povo sanjoanense dispensa ao governador Wellington Dias.
     
    Este cidadão, nascido em Oeiras – PI e com família de Paes Landim - PI, tem revolucionado o nosso estado com a sua forma humana e sensível de administrar. Homem de origem humilde, nascido no coração do sertão nordestino, conhece como ninguém as dificuldades e os anseios de nosso povo.
     
    Jovem político de uma trajetória de vida pública invejável conseguiu ascender ao governo, dentro de um estado onde os governantes eram sempre escolhidos dentre aqueles nascidos em famílias abastadas e nas grandes cidades do estado, notadamente as da região norte, derrotando o candidato considerado até então como o imbatível nas urnas. Exerceu os cargos de vereador de Teresina, deputado estadual e deputado federal do Piauí, sempre pelo Partido dos Trabalhadores, onde ainda é filiado.
     
    Contudo, não são os feitos eleitorais que credenciam o governador ao Título de Cidadão Sanjoanense, faço essas considerações iniciais somente para registrar o espírito batalhador e de luta de Wellington Dias, característica marcante do povo da nossa cidade.
     
    Quando falei, no artigo em homenagem ao dia do Piauí que: É o povo piauiense que faz com que essas terras sejam o melhor lugar do mundo para se viver, estava me referindo a pessoas como Wellington, pessoas rodeadas por um ambiente que conspira pelo seu fracasso, mas que conseguem extrair força das adversidades e conseguir vencer.
     
    Não são somente os votos depositados pelos eleitores piauienses que legitimam o atual governador a ser o dirigente dos rumos do nosso estado. Além disso, Wellington tem a cara do Piauí, a cara da nossa gente. Ele viveu de perto e sentindo na pele as dificuldades de se nascer no sertão. Vivenciou o quanto o sertanejo sofre por falta de políticas públicas eficazes e dirigidas ao atendimento dos anseios dos mais pobres. Como a maioria dos sanjoanenses, sabe a tradução perfeita da palavra sofrimento.
     
    Em São João do Piauí salta aos olhos o brilhante trabalho desse rapaz. Escolas reformadas, ampliadas e estruturadas com equipamentos modernos. Quadras esportivas, estradas pavimentadas, rodoviária, balneário Jenipapo, aumento do efetivo policial e envio de novas viaturas, delegado de carreira, reforma do Hospital Regional Teresinha Nunes de Barros, para citar alguns exemplos do trabalho desse homem para o desenvolvimento da nossa São João.
     
    Não bastassem esses feitos que, na minha opinião, já o coloca no patamar de governador que mais dispensou atenção para nossa terra, ele ainda, para fechar seu governo com chave de ouro, criou, não só para os sanjoanenses, mas para todos os piauienses, o Festival da Uva.
     
    Festival que não representa apenas uma festa, mas uma série de ações governamentais integradas que tem como objetivo maior o desenvolvimento do povo e da região, gerando renda e incutindo na cabeça do sertanejo que é possível vencer e viver bem no sertão.
     
    Os feitos desse cidadão em prol do desenvolvimento de nossa cidade o credencia, sem dúvida alguma, a receber essa honraria, portanto, palmas para o vereador Lolota pela lembrança, palmas para os seus pares que aprovaram essa propositura e muito obrigado ao governador por tudo que tem feito por nossa terra, pois se não fosse a sua atuação à frente do governo estadual, dada a inércia da gestão municipal, São João estaria há tempos sem saber o que é uma obra pública.
     
    Marcello Lavôr

    Postado em 27/10/09, 17:58 | (3) Comentário(s)

  • A MUDANÇA DEU CERTO


    Em 2006, eu ainda na Faculdade de Direito, os advogados piauienses decidiram mudar a direção da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Piauí. Foi dada oportunidade aos integrantes da chapa Muda OAB de colocarem em prática as suas idéias. Capitaneada pelo Dr. Norberto Campelo, após vários anos de dominação de um grupo, a atual diretoria da OAB tem revolucionado a gestão daquela entidade. Sempre tivemos simpatia pelas propostas deste grupo e os fatos comprovaram que as nossas impressões não estavam erradas. Sempre com o escopo de fortalecer a classe, defendendo as prerrogativas dos ADVOGADOS, a atual diretoria da Ordem é digna de aplausos e do respeito dos que a compõem e da sociedade em geral.
     
    Destacamos, dentre outras, as seguintes ações implementadas pela atual gestão: defesa intransigente das prerrogativas dos advogados; meia anuidade aos jovens advogados; duplicação da sede da Ordem, com auditório para mais de 500 pessoas; reestruturação das salas dos advogados nos fóruns; ampliação da sala de estudo na sede da OAB; realização de cursos de capacitação na ESAPI; aquisição da Van do Advogado; teste seletivo para procurador da OAB; reforma da pousada dos advogados em Luis Correia; revitalização do Clube do Advogado e dinamização da CAAPI.

    Sabemos que muito ainda deve ser feito. A OAB e os ADVOGADOS ainda carecem de muitas conquistas, que não foram possíveis no pequeno intervalo de três anos. Entendemos que a Ordem está no caminho certo, a maneira transparente e dinâmica que a atual diretoria se porta no trato da instituição nos deixa convictos que o tempo não é de mudança, e sim, de continuação do trabalho já iniciado.

    É por entendermos assim, que A MUDANÇA DEU CERTO, que abraçamos o movimento APROVOAB, defendendo que não podemos retroceder. Devemos continuar trilhando esse caminho de realizações e conquistas. Foi com esse discurso que visitamos o escritório de alguns amigos advogados que militam em nossa cidade, São João do Piauí, e recebemos deles o total e irrestrito apoio, pois como nós, eles reconhecem que esta é a melhor opção para a consecução dos objetivos da nossa classe.

    O movimento APROVOAB, que teve sua chapa registrada no início da tarde de ontem, 20 de outubro, tem como candidato a presidente da OAB o Dr. Sigifroi Moreno, e o Dr. Nelson Figueiredo, como vice-presidente. Outros advogados que fazem parte da chapa são: Ednan Coutinho, Diretora Tesoureira; Pedro Portela, Secretário Geral, Marcelo Eulálio como Secretário Geral Adjunto. Para conselheiros federais, Willian Guimarães e Marcus Vinícius, que já ocupam esse cargo, e os advogados Norberto Campelo, Mário Roberto e Ivana Leal. As eleições serão realizadas no dia 21 de novembro do corrente ano.

    Sigifroi Moreno e o Movimento APROVOAB apresentam as seguintes propostas para a próxima gestão:
    A ASSISTÊNCIA VALORIZA O(A) ADVOGADO(A):
    •    Hotel de trânsito de Teresina;
    •    Interiorização da CAAPI;
    •    Auxílio desemprego aos advogados carentes;
    •    Auxílio maternidade às advogadas carentes;
    •    Saúde itinerante, com campanha de prevenção;
    •    Universalização da previdência do advogado;
    •    Instalação de ar condicionado na pousada de Luis Correia e na CAAPI;
    •    Manutenção e intensificação do trabalho atual da CAAPI.

    ESAPI – Escola Superior de Advocacia
    •    Inclusão digital, com capacitação e financiamento;
    •    Modernização e reforma do prédio da ESAPI, com sala de vídeo;
    •    Residência jurídica para jovens advogados;
    •    Implantação do mestrado;
    •    Luta pela implantação do valor mínimo para hora-aula do professor de direito;
    •    Cursos de iniciação à advocacia.

    DEFESA DAS PRERROGATIVAS DOS ADVOGADOS
    •    Plantão 24horas de Defesa das Prerrogativas, com linha 0800;
    •    Incremento da Procuradoria do advogado, com advogados contratados pela ordem;
    •    Inclusão em concursos públicos da matéria Prerrogativas dos Advogados;
    •    Representação contra toda e qualquer autoridade que desrespeitar o advogado.
     
    JOVENS ADVOGADOS(AS)
    •    Anuidade proporcional, cumulativamente com a meia anuidade;
    •    Curso de mestrado;
    •    Livraria do advogado;
    •    Universalização digital.

    Destacamos que o Dr. Norberto Campelo poderia disputar a reeleição, mas com um gesto de grandeza e visando dar oportunidade a outras pessoas, preferiu indicar um companheiro para e presidência e disputar uma vaga no Conselho Federal. Encerramos este texto com uma mensagem de Norberto para todos os advogados: “A nossa gestão está no caminho certo. Prometeu e cumpriu. Porém, queremos fazer mais, por que podemos fazer mais! E é com esta convicção que convidamos todos os advogados a abraçarem este movimento e se unirem em torno de um objetivo comum, que é trabalhar para ter sempre uma OAB cada vez mais atuante e cada vez mais respeitada pela classe advocatícia e também pela sociedade. Vamos, juntos, mostrar nosso nome, nosso rosto e nossa vontade de trabalhar por uma OAB mais forte e mais unida. Vamos, juntos, travar essa batalha e vencê-la na defesa dos interesses maiores da classe e da nossa PAIXÃO em comum, que é a ADVOCACIA”.

    Marcello Lavôr


    Postado em 21/10/09, 19:19 | (2) Comentário(s)


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