Boa Tarde! São João do Piauí, 04 de fevereiro de 2012
Anuncie aqui!
Notícias | Blog

  • A vez do Brasil

    Ninguém poderia ter previsto com precisão o terrível terremoto no Haiti, ainda que especialistas tenham advertido para a possibilidade. E seria também intelectualmente tortuoso tentar usar fatos pouco previsíveis de agora para justificar uma decisão tomada lá atrás.
     
    Mas algo é inegável: é ótimo que o Brasil e suas Forças Armadas estejam hoje bem instalados em terras haitianas. É a partir da posição brasileira ali que a comunidade internacional poderá intervir para evitar o caos absoluto.
     
    Houve algumas resistências internas quando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com mandato da Organização das Nações Unidas, decidiu mandar tropas para a nação mais miserável das Américas, na esteira de uma conturbação política.
     
    Uns acusaram o Brasil de oferecer braços para manter a dominação colonial. Outros recorreram a uma crítica mais habitual. Por que gastar lá fora um dinheiro que poderia ser bem empregado aqui dentro, para coisas supostamente mais importantes?
     
    O destino, com seus critérios obscuros, e neste caso trágicos, acabou transformando a empreitada haitiana num dos mais importantes investimentos desta administração no campo das relações internacionais.
     
    O Brasil é agora o jogador-chave no cenário da tragédia. E não era automático que fosse assim. A América Central não é área de influência natural nossa.
     
    Se há hoje ali uma disputa, é mais entre os Estados Unidos e a Venezuela, ainda que esta tenha perdido impulso depois do revés hondurenho. Sem falar nas dificuldades econômicas que atravessa o país de Hugo Chávez.
     
    O Haiti é um lugar onde o governo brasileiro vem fazendo tudo certo (outro, após tropeços iniciais, é a Bolívia). Metemo-nos ali depois de chamados, e com amplo respaldo internacional.
     
    Quando decidimos entrar, foi para valer, mas com jeito. Teve até jogo da seleção brasileira em Porto Príncipe. E nossas tropas têm executado a missão com profissionalismo, sem os incidentes comuns em situações como essa, de quase ocupação.
     
    Há um imenso espaço a preencher nas Américas, desde que os Estados Unidos estão mobilizados por outros vetores, como a guerra contra o terrorismo. É a hora do Brasil.
     
    Claro que sempre haverá tensões e divergências na relação do dia a dia com a superpotência, o que é normal. Parceria não é submissão. Mas é uma oportunidade de ouro que a situação tenha conduzido a isto: a consolidação da liderança regional, e ampliada, do Brasil interessa também, e muito, à Casa Branca.
     
    E com a vantagem de o presidente americano ser Barack Obama. Sempre será mais fácil defender a legitimidade de uma cooperação com ele do que seria com outro qualquer.
     
     
    Fonte: Blog do Alon

    Postado em 15/01/10, 12:32 | Seja o primeiro a comentar

    | Mais
38.107.179.217



OBS: Seu comentário não será publicado automaticamente, só depois de aprovado pelo editor do blog ele estará visível no site.

  • FALE CONOSCO
  • Pé de Figueira
    Rua Sabino Paulo, 696 - Centro
    São João do Piauí
    Cep: 64760-000
    Tele/Fax: (89) 3483-1607
    Email: redacao@pedefigueira.com.br
Site by Masavio