O Jornalista Cláudio Barros, do Jornal Meio Norte, publicou em sua coluna semanal "Frente Ampla" o seguinte comentário:
"O prefeito Roberth Paes Landim (DEM), de São João do Piauí, comemora seu ato corretíssimo de criar uma lei municipal sobre o uso de papel reciclado nas repartições públicas municipais. Segue os passos uma ideia que se espraia Brasil afora, adotada em Teresina por iniciativa da vereadora Rosário Bezerra, do PT.
Só que a adoção de papel reciclado para uso em repartições públicas é uma perfumaria administrativa. Esse tipo de papel é mais caro que aquele resultante da celulose produzida com a madeira de árvores plantadas ou não.
Se o prefeito de São João do Piauí e os vereadores de Teresina querem preservar realmente fazer algo que resulte em preservação ambiental em suas cidades, poderiam começar pelo zelo com a limpeza urbana. Portanto, fariam melhor se gastassem as suas energias focando na coleta seletiva de lixo. No caso de São João do Piauí nem precisava tanto. O prefeito poderia fazer algo mais simples: dotar a cidade de um aterro sanitário digno de nota.
Ao propor o uso de papel reciclado no serviço público, eles salvam árvores na Bahia, no Paraná, na Finlândia ou no Canadá."
O comentário do prestigiado jornalista incorreu apenas em um erro. Na verdade, a lei não foi criada pelo Prefeito Municipal, mas aprovada pela Câmara Municipal, a partir de projeto de iniciativa da Vereadora Marcilene Lavôr(PTB).
Embora a lei, como salienta o jornalista, não tenha uma ampla repercussão sobre o meio ambiente local, a medida é importante sobretudo porque pode representar um início de mudança de atitude, como exemplo de práticas ambientalmente sustentáveis a serem adotadas no município.
O jornal cita a coleta seletiva do lixo e a construção de um aterro sanitário digno como exemplos de outras providências que poderiam ser adotadas. Poderia-se ir além, sugerindo que a própria coleta de lixo fosse feita de forma satisfatória; que se incentivasse, a exemplo de cidades vizinhas, a reciclagem; que se investisse na recuperação e preservação do rio Piauí.
Ou ainda, voltando para a questão do papel, que se economizasse na sua utilização. A Prefeitura de São João paga R$ 0,11 (onze centavos de real) por cada cópia para uma empresa de Teresina que aluga "máquinas de xerox" para Secretarias do município. Um valor maior do que aquele encontrado no comércio local, que se torna ainda mais elevado considerando que o papel, a energia elétrica e o funcionário que manuseia a máquina são todos igualmente pagos pelos cofres públicos.
As faturas mostram que são consumidas pela Prefeitura mensalmente milhares de dezenas de cópias. Assim, uma economia na utilização dessas máquinas reprográficas representaria não apenas uma economia de papel, mas também uma economia para os cofres públicos. O meio ambiente e o bolso dos contribuintes agradeceriam.