O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu esforço e dedicação dos ministros nos últimos cinco meses de governo. Lula determinou à ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que realize reuniões bilaterais e setoriais para acompanhar as ações do governo. "O presidente quer que os ministros se dediquem integralmente às ações de governo, todo mundo tem contrato até 31 de dezembro", afirmou o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. "O presidente não quer que nenhuma tentação possa mudar o foco dos ministros", disse.
Segundo Padilha, o presidente está feliz com a popularidade do governo, mas disse que não é momento de comemorar e sim de trabalhar. "Quando o time ganha ele (Lula) não quer que jogadores passem a noite comemorando, quer que no dia seguinte eles se reúnam e voltem a treinar para pensar na próxima partida", disse.
O ministro fez questão de separar a avaliação do governo com a da campanha eleitoral da candidata à Presidência, Dilma Rousseff. Na tentativa de distanciar as discussões dos dois temas, Padilha disse que o presidente Lula comemorou o resultado da pesquisa de intenção de voto, feita pelo Ibope, que mostrou a candidata do governo, Dilma Rousseff, cinco pontos à frente do candidato do PSDB, José Serra.
Mesmo assim, o presidente reforçou a necessidade de se manter a humildade, lembrando que pesquisa é o foco do momento e que a disputa será acirrada. Lula recomendou também, segundo o ministro, não baixar o nível da campanha e não chegar ao nível de agressão e ataques que setores da oposição tentaram, e não foi bem recebido pelas pesquisas.
Com relação ao esforço concentrado do Congresso Nacional para este início de agosto, o governo espera que sejam aprovadas, na Câmara, quatro medidas provisórias ligadas às Olimpíadas e à capitalização do BNDES. No Senado, a expectativa é de aprovação da proposta de criação da Secretaria de Saúde Indígena.
Sobre a viagem do presidente para a Argentina, para a reunião da Cúpula do Mercosul, Padilha disse que o Brasil vai assumir a presidência do grupo. Segundo o ministro, o presidente está feliz com o posto e quer aumentar a capacidade de diálogo com os países vizinhos.