O Deputado Paes Landim(PTB-PI) repercutiu na tribuna da Câmara dos Deputados a morte da figueira do Clégio Frei Henrique, em São João do Piauí. Ao abordar o assunto, o parlamentar sanjoanense destacou a importância da preservação ambiental.
Deputado Paes Landim
“Vivemos num tempo de consciência ambiental. Na semana passada, visitei um velho amigo na Gávea e fiquei pensando o que seria daquela região do Rio de Janeiro não fora a providência genial de estadista de D. João VI, que, logo ao chegar ao Brasil, determinou numa de suas primeiras medidas administrativas a criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Não fora o Jardim Botânico, que seria da Gávea? É a parte mais linda do Rio de Janeiro”, afirmou Paes Landim.
“Fico penalizado quando vejo a ignorância de autoridades municipais que autorizam desmatamentos, desprezam a natureza e, ao invés de plantarem árvores, embelezando as cidades e festejando a natureza, destroem-nas, num verdadeiro atentado contra a natureza. Esquecem-se, talvez por incúria ou ignorância, de que, quanto mais árvores, mais chuvas, menos seca, ou menos enchentes imprevistas e torrenciais”, lembrou o deputado, que comentara que a preservação ambiental de uma floresta começa com a conservação de cada árvore.
Com mais de meio século de vida, árvore morreu após obras de reforma da praça
Em seu discurso, Paes Landim responsabiliza a construtora responsável pela reforma da Praça Honório Santos, a Cecol, pela destruição da árvore. “A responsável, com certeza, foi a ignorância do construtor. É preciso apurar essa empresa, se é de São Raimundo Nonato, se é de Picos, se é de Petrolina ou se é laranja de alguma outra empresa”, disse o deputado.
Em seu discurso, o deputado cobrou ainda do promotor de justiça local uma providência com relação ao assunto, sublinhando que conforme previsão constitucional, é dever do Ministério Público, dentre outras coisas, “promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos”.
Ao finalizar, o deputado Paes Landim registrou: “A destruição dessa árvore por essa empresa construtora, na revisão de uma praça sem nenhuma licença ambiental, sem nenhuma ciência arquitetônica possivelmente, sem nenhuma competência para tal, atingiu não só o patrimônio público, mas, sobretudo, o meio ambiente, um crime da maior gravidade, visto que toda a crise de hoje e do futuro da humanidade é exatamente a preservação do meio ambiente. Uma comunidade que não cuida do meio ambiente e não preserva suas árvores não está à altura do mundo em que vive."