Após 22 dias de intensos treinamentos, o meia Jadson finalmente estreou com a camisa do São Paulo. E não fez feio, pelo contrário. O camisa 10 atuou por 67 minutos na goleada de 3 a 1 sobre a Ponte Preta em Campinas (veja os gols no vídeo ao lado) e mostrou com a bola nos pés que pode ser a peça capaz de dar criatividade e organização ao Tricolor. Sua atuação foi bastante aprovada pelo técnico Emerson Leão.
- Quando você vê o Jadson dar dois ou três toques na bola, já percebe que ele conhece, sabe o que faz. No segundo tempo, pedi a ele que fosse um pouco mais individualista, que tentasse a finalização, já que em duas ou três jogadas, ele havia sempre procurado o passe. Fato normal de quem está chegando agora. Ele ainda tem muito para crescer.
Os companheiros acompanharam o discurso do comandante e encheram a bola do meia, principal reforço para a temporada.
- Assim como o Maicon, o Jadson foi um dos responsáveis pelo nosso time ganhar o meio-campo mesmo jogando na casa do adversário. Ele tem ótimo passe e, ao mesmo tempo, quando é preciso, sabe segurar a bola e dar uma acalmada. Com jogadores pensativos, o time vai ganhar muita força na sequência da temporada - disse o meia Lucas, autor da jogada do terceiro gol, o segundo marcado por Willian José.
Jadson não conversou com os jornalistas neste domingo, mas, quando saiu de campo para a entrada de Casemiro, foi muito aplaudido pelos quase três mil são-paulinos presentes ao estádio Moisés Lucarelli. O jogador terá mais dois dias de treinos e espera, diante do Comercial, na quinta-feira, no Morumbi, ter gás para atuar os 90 minutos.
O São Paulo foi à Campinas, ontem à noite, disposto a bater a Ponte Preta para alcançar a liderança do Campeonato Paulista, e conseguiu seu objetivo.
O Tricolor começou a partida com tudo, e logo na primeira descida para o ataque, o estreante Jadson rolou na esquerda para Cícero que bateu cruzado para o gol. A bola parou em William José, que girou em cima de Ferron e bateu no canto de Lauro, para abrir o placar.
O gol deu tranquilidade ao São Paulo, que começou a explorar os contragolpes, principalmente com Cortez, pela esquerda.