Bom dia! São João do Piauí, 24 de outubro de 2017
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ESPORTE

Neymar x Cavani: briga de egos por conta de faltas e pênaltis preocupa o PSG

A sintonia fina - em todos os aspectos - que Neymar tinha com Messi e Suárez no Barcelona não está se repetindo no Paris Saint-Germain. Pelo menos em relação a Cavani. A questão não são os resultados, que estão aparecendo, e sim a nítida falta de parceria entre os dois. As tabelas até saem, mas a disputa para cobrar pênaltis e faltas gerou uma briga de egos, que não está sendo devidamente controlada pelo técnico Unai Emery. A situação já preocupa a diretoria do PSG, que ligou o sinal de alerta e pretende conversar internamente para evitar o crescimento do problema.
 
No Barça, os pênaltis eram divididos de forma harmoniosa pelo trio MSN. Uma hora era Messi, outra Suárez, outra Neymar. A maioria das faltas ficava com o argentino, e o brasileiro era o segundo cobrador. Nunca qualquer um deles demonstrou irritação por não ter batido. Pelo contrário. Mas no PSG a história tem sido diferente.
 
Neymar disputou seis partidas desde que chegou ao clube francês e presenciou a marcação de quatro pênaltis. Todos foram cobrados por Cavani, que antes já era o batedor oficial. O primeiro deles gerou o primeiro estresse: na vitória por 6 a 2 sobre o Toulouse, o uruguaio negou o pedido de Neymar e cobrou, deixando o brasileiro visivelmente contrariado. Nos dois seguintes, contra Saint-Étienne (3x0) e Celtic (5x0), o camisa 10 não se manifestou. Mas no quarto, na vitória por 2 a 0 sobre o Lyon nesse domingo, Neymar voltou a fazer o pedido para bater o pênalti e não escondeu a irritação com a nova recusa do camisa 9, que por sinal perdeu dessa vez - o goleiro defendeu.
 
A primeira partida de Neymar pelo PSG deixou uma impressão que não se confirmou. Naquela ocasião - vitória por 3 a 0 sobre o Guingamp -, o craque e o atacante uruguaio fizeram um gol cada, revezando as assistências um para o outro. Um entendimento que prometia muito, mas que acabou ganhando ares de preocupação nesse domingo. Para agravar, pesa a falta de pulso do treinador espanhol Unai Emery, que ficou em cima do muro em vez de agir logo.
 
- Eu disse a eles que precisam entrar em acordo. Acho que ambos são capazes de fazer isso. Se não concordarem, eu vou decidir. Não quero que isso se torne um problema para nós - disse Emery após o jogo contra o Lyon.

Fonte: GloboEsporte / 

Em 18/09/2017 - 08h37

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