Boa madrugada! São João do Piauí, 23 de outubro de 2014

23/01/2014 - 14h59

Obra da Transnordestina é abandonada no Piauí

 


A população do Piauí ainda vai esperar muito para ver a ferrovia Transnordestina concluída. As obras, no trecho que corta o Estado, na região sul, estão paradas desde setembro de 2013. Prometida para ser entregue em 2010, a ferrovia já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos, como noticiou esta semana o portal de notícias da Globo, o G1. A Nova Transnordestina tem o objetivo de ligar o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco, passando pelo sul do Piauí.
 
O trecho no Estado, num total de 420 quilômetros, inicia no município de Eliseu Martins e passa por cidades como Pau-listana, Simplício Mendes e Patos, dentre outros. Servirá para escoar a produção agrícola dos cerrados e os minérios da região de Paulistana para os dois terminais portuários. Segundo o portal, a Transnordestina Logística S/A (TLSA) e a construtora Odebrecht rescindiram o contrato de construção da ferrovia, abandonando a obra.
 
De acordo com dados do Ministério dos Transportes, apenas 42% dos trabalhos de infraestrutura e 35% das obras de arte especiais - pontes e viadutos - foram executados nos 420 quilômetros da linha entre as cidades de Eliseu Martins (PI) e Trindade (PE). O orçamento total para a construção nos três estados saltou de R$ 4,5 bilhões, em 2007, para R$ 7,5 bilhões, em 2013. A ferrovia foi promessa de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda em 2006, quando disputava a reeleição.
 
O cronograma da obra indicava sua conclusão em quatro anos. Sem a ferrovia, o sertão do Piauí continua sem ter alternativas mais viáveis e baratas para escoar a produção de grãos para outros estados, bem como produtos oriundos do minério, nova promessa econômica da região. Segundo o Ministério dos Transportes, vários problemas comprometeram a execução da ferrovia, entre eles greves depois do descumprimento de acordo coletivo relativo ao pagamento de gratificações aos operários, quebra de acordos e atrasos nas desapropriações das terras.
 
A Odebrecht informou ao G1 que a rescisão com a Trans-nordestina Logística S.A. foi feita de maneira amigável, sem dar maiores detalhes. A Transnordestina Lo-gística busca novas empresas para a retomada das obras. A previsão é que seja concluída apenas em setembro de 2016, com seis anos de atraso.

Autor/Fonte: Diário do povo

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