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05/05/2010 - 19h00

Petrobras envia ajuda aos EUA para conter óleo no Golfo do México


A Petrobras vai ajudar a BP no trabalho de contenção do vazamento de óleo no Golfo do México, que ameaça a costa americana desde que a plataforma Deepwater Horizon, da Transocean e operada pela empresa britânica, explodiu e afundou há dez dias. Trata-se do maior vazamento de óleo nos Estados Unidos desde o episódio do Exxon Valdez, em 1989.
 
O diretor de exploração e produção da estatal, Guilherme Estrella, revelou que uma equipe da estatal já está nos Estados Unidos, enquanto um outro grupo está a caminho da região para trabalhar na contenção do óleo.
 
"O setor petrolífero mundial está dando apoio geral e irrestrito para a BP para o combate à situação. É uma questão de solidariedade e responsabilidade planetária", frisou Estrella, revelando que a equipe enviada aos EUA tem cerca de 20 pessoas, entre funcionários da companhia e profissionais da Marinha, Força Aérea e Ministério do Meio Ambiente.
 
O diretor destacou que o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, defende a criação de um sistema de monitoramento e atuação contra acidentes e vazamentos que inclua todas as companhias de petróleo do planeta.
 
Estrella afirmou ainda que aguarda a definição do governo dos EUA sobre a permissão de exploração de petróleo na costa americana para fazer uma análise mais profunda sobre a situação da estatal no Golfo do México. Na semana seguinte ao acidente, o presidente americano, Barack Obama, determinou a suspensão de novas perfurações na região até que uma avaliação da situação fosse feita pelo governo.
 
A Petrobras possui os campos de Cascade e Chinook no golfo, com previsão para começar a produzir este ano.
 
Sobre a exploração do pré-sal no litoral brasileiro, Estrella comemorou a redução, ao longo de um ano, de metade dos custos de exploração na região. A estatal montou, no fim de 2008, um grupo para analisar a viabilidade e os custos da nova fronteira de exploração de petróleo no litoral brasileiro.
 
"Isso tudo envolve projeto de poço, de unidade flutuante, concepção de unidade flutuantes, número de poços e especificação", ressaltou Estrella, que não quis mencionar os números desse custo por barril. "Estamos botando gás nesse grupo. Reduzir a metade numa primeira avaliação é mais fácil. Depois é mais complicado, mas vamos continuar trabalhando nessa linha", acrescentou.

Autor/Fonte: Uol

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