Boa Tarde! São João do Piauí, 20 de outubro de 2014

24/01/2010 - 18h14

Prática de agiotagem faz parte de crimes de Cifra Negra

 


Os agiotas desafiam a Justiça, adquirem vários imóveis por ano com o dinheiro adquirido com a prática do empréstimo ilícito e, o que é pior, permanecem impunes. É difícil alguém ir para a cadeia por agiotagem, o que faz dessa “profissão” um investimento com retorno garantido e sem riscos.
 
“Nunca vi ninguém procurar delegacia nesses mais de dois anos de delegado geral”, explicou James Guerras, delegado geral da Polícia Civil. É o que a polícia considera crimes de “Cifra Negra”, quando não há atitude em denunciar. Um crime silencioso, que quando deixa rastros é de sangue. “Se ouve falar muito na relação de alguns assassinatos com agiotagem. Mas nada é possível afirmar porque são apenas especulações”, diz o advogado Velterby Noleto, membro da OAB.
 
A agiotagem caracterizase como usura. Quando está claro a vantagem financeira conseguida através de juros excessivos e cobrança exorbitante de dinheiro. Mas os crimes não param por aí. O delegado geral James Guerra e o advogado Valterby Noleto, membro da OAB, seguem a mesma linha de raciocínio e destacam que o crime de agiotismo incentiva outras práticas criminosas.
 
Isso porque, geralmente,os agiotas também cometem crimes de extorsão, ameaça e estelionato. “São crimes que levam a outros”, finaliza James Guerra.
 

 
Agiotagem: desequilíbrio social
 
De acordo com o advogado Valterby Noleto, o perfil das vítimas dos agiotas são opostos. A maioria é pessoa de baixo poder aquisitivo, que não consegue honrar seus compromissos.
 
Mesmo com os juros abusivos visíveis, o advogado explica que o empréstimo por agiotagem é sedutor por ter um poder de sanar um problema imediato.
 
“No entanto, as pessoas não conseguem enxergar o abismo que está por trás do crédito fácil, diz o advogado, ao destacar o desequilíbrio social que a dívida pode causar em uma família.
 
Na outra ponta da esteira estão pessoas com alto poder aquisitivo, que se envolvem com agiotagem para manter status ou para comprar bens supérfluos. Em todo caso, o advogado destaca que as pessoas que estão nas mãos de agiotas são protegidas pelos órgãos de defesa do consumidor. “Essas pessoas podem procurar um advogado e denunciar o caso no Procon ou Ministério Público”.

Autor/Fonte: Jornal MN

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