Um procurador de Justiça deverá procurar hoje quinta-feira (3) os promotores de Justiça Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha para lhes relatar um fato que poderá mudar os rumos das investigações sobre a morte da estudante Fernanda Lages.
Segundo o procurador duas pessoas teriam espancado Fernanda Lages em um lugar no trajeto entre o bar Pernambuco (na av. Miguel Rosa) e a obra do Ministério Público Federal (na av. João XXIII) e colocando-a no bagageiro de um automóvel CrossFox. Segundo o procurador esse fato foi presenciado por um motorista de taxi que estava conduzindo um funcionário da Receita Federal para o aeroporto de Teresina, na madrugada do dia 24 para o dia 25.
O procurador, segundo ouviu do motorista de taxi, Fernanda Lages teria sido levada para a obra do MPF no bagageiro do CrossFox e seu carro dirigido por um dos homens que a espancaram. O nome do motorista de taxis será revelado para os promotores que acompanham o caso Fernanda Lages. Por sua versão, há suspeitas de que Fernanda Lages teria sido levada esfalecida para o prédio do MPF, dentro do CrossFox.
O Portal AZ apurou também que a Policia e o Ministério Público não tomaram o depoimento de um policial da PRF que compareceu ao local do crime e teria revelado a terceiros que um dos vigilantes que ele viu na obra no momento em que o corpo de Fernanda foi encontrado também não foi ouvido.
O carro CrossFox
Há suspeitas que este CrossFox seja o mesmo automóvel captado pelas câmeras da Avenida João XXIII e que o advogado da família Lucas Villa viu estacionado na porta da Cico dias depois do crime.
O pai de Fernanda, Paulo Lages já concedeu entrevista falando de suas suspeitas a respeito de um carro CrossFox filmado seguindo o carro Fiat Uno de sua filha pouco antes da obra do MPF. Em entrevista a TV Meio Norte, Paulo Lages se mostrou indignado com o desdém que os investigadores tiveram em relação a este fato.
Na mesma emissora, o delegado geral James Guerra confirmou a presença deste CrossFox passando no mesmo momento em que o carro de Fernanda passou, mas alegou que não havia qualquer relação. James argumentou que naquele local e naquele horário passam muitos carros e que o CrossFox estava passando ao lado do carro de Fernanda e não atrás.