A exatamente 2 anos acontecia em São João do Piauí um incêndio que marcaria para sempre a vida da proprietária da residência, aonde funcionava um restaurante D´Gust, a senhora Maristela Coelho. Um incêndio de grandes proporções tomou conta de sua residência. Maristela Coelho busca na justiça os seus direitos, em depoimento ao nosso portal, Maristela revela a sua luta em busca de justiça.
Botijões que vazou o gás
Abaixo o depoimento ao nosso Portal:
“Em São João vivemos a mercê da sorte, aqui os direitos do consumidor parecem não existir, algumas empresas só visão o lucro exclusivamente e jamais o bem estar do cliente.
E m 12 de novembro de 2009 comprei 2 gás da gaiola da Mercearia Mendes, depois da instalação dos Botijões em minha residência onde funcionava o restaurante “Dgust assados e cozidos” a cozinha explodiu queimando ainda outro cômodo da casa, só não queimou a casa toda graças à intervenção Divina e à população que se empenhou em acabar com o fogo. Procurei imediatamente trazer através da Delegacia local o Corpo de Bombeiro, mas é claro, não puderam vir. Procuramos Diogo pessoa a quem compramos e quem instalou, procuramos o Representante do gás na Casa do Campo Gás, onde o casal Mário e Mariléia, fizeram pouco caso do caso, nenhum deles se empenhou em tentar resolver meu problema junto ao fabricante.
Procuramos ainda o representante da Ultra Gás que atende a região, esse nos enganou por um ano, as empresas envolvidas vendem e revendem um produto perigoso mas não se responsabilizam por danos, pode? Nesse período de tempo mantive as autoridades informadas depois que esgotou todas as tentativas de acordo entrei na Justiça, mas a justiça tarda e falha, infelizmente.
Dois anos se passaram, nada foi resolvido, as empresas envolvidas ilesas de qualquer responsabilidade; aqui o comportamento é o mesmo, nós população correndo os mesmos riscos: gás é vendido em qualquer lugar e instalado por pessoas não habilitadas; botijões são manipulados e transportados de qualquer jeito; botijões chegam com defeito em residências; Somos mal assistidos enquanto pessoas, enquanto consumidores; se coloca um caso na defensoria por necessidade e direito e chega-se o dia da audiência e não há Defensor Público... É por isso, que eu particularmente entendo a indignação de muitas pessoas diante dos direitos e deveres do cidadão, é assim que eu me sinto lesada, ignorada, tendo que pagar o preço e me conformar, embora eu não me conforme com o desenrolar dos acontecimentos em São João do Piauí, em alguns cantos do Brasil e do mundo.” Disse Maristela.