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16/01/2012 - 07h23

Wellington dias poderá ser o próximo líder da bancada do PT no Senado

O senador piauiense disputa a liderança da bancada com Walter Pinheiro (PT-BA), quando um dos dois assumirá o lugar de Humberto Costa.

 


O senador Wellington Dias poderá ser o próximo líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no senado. Os senadores do PT foram convocados pelo líder do partido naquela casa legislativa, Humberto Costa (PE), para tratar de deliberações sobre trocas de comando na vice-presidência, nas comissões e na liderança, e o nome do senador piauiense foi cotado para conduzir seu partido.

A discussão sobre a mudança de funções dá espaço a diversos nomes. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) assumiria a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no lugar de Delcídio Amaral (PT-MS), em cumprimento ao acordo firmado em fevereiro de 2011. 

Wellington Dias disputa a liderança da bancada com Walter Pinheiro (PT-BA). Um dos dois assumirá o lugar de Humberto Costa na liderança, cujo mandato de um ano chega ao final. Mesmo com a disputa Humberto garante que não haverá acirramento entre os dois senadores. "Um deles assumirá no ano que vem", afirma.

Além da disputa pela liderança do partido no Senado, outras disputas movimentam os petistas. A senadora Marta Suplicy (SP) não quer deixar a vice-presidência do senado conforme acordo firmado em no ano passado, quando ficou acertado que ela passaria a vice-presidência ao colega José Pimentel (PT-CE).

"Isso ficou definido lá atrás. O correto seria o cumprimento do acordo", defende Humberto Costa. Por sua vez, José Pimentel sustenta que o mais importante é manter a "unidade da bancada" e tenta afastar os rumores de que o impasse vai deflagrar uma crise entre os petistas. Pimentel assumiu o cargo de líder do governo no Congresso, responsável por articular a votação da Lei Orçamentária e do Plano Plurianual 2012-2015, mas o posto não lhe garante a visibilidade nem o status da vice-presidência do Senado.

Marta teria o apoio do governo para continuar na cadeira, já que o seu desempenho no comando de votações importantes para o Executivo - como a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) - agradou o Planalto. Além disso, deixar que Marta continuasse no cargo funcionaria como "prêmio de consolação" por ter renunciado à disputa à Prefeitura de São Paulo, abrindo caminho para o ministro da Educação, Fernando Haddad. Do contrário, sem perspectiva de assumir um ministério na reforma que se avizinha, Marta acabaria relegada à planície da atuação parlamentar.

Autor/Fonte: GP1

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